I – Revelação.
O termo revelação significa a exposição daquilo que era anteriormente desconhecido. Na teologia, revelação é o ato de Deus manifestar a si mesmo e a sua mensagem ao homem, e o produto dessa manifestação. A revelação, portanto, não consiste apenas em tornar o homem sabedor do poder, dos atributos e dos propósitos de Deus, mas também em estabelecer o contato pessoal entre Deus e o homem, advindo daí a experiência religiosa.
Se não fosse a revelação de Deus, o homem não poderia ter conhecimento da divindade. Deus não é parte da criação, logo Ele não pode ser descoberto na natureza pela pesquisa humana. Além disso há uma distância muito grande entre o homem e Deus, em duplo aspecto: mental e moral. A solução para essa dificuldade no conhecimento de Deus é a revelação. Onde não há revelação de Deus resta apenas o intelecto humano, lutando com toda a sorte de hipóteses. Mas o que se verifica é que Deus Se revelou tanto por meio da criação como por outros meios. Podemos classificar a revelação em dois grupos: Revelação geral e revelação especial.
II – Revelação Geral.
Revelação geral é a auto manifestação de Deus mais abrangente e para toda a humanidade e ocorre por meio da criação, da natureza humana, da providência divina e da história.
A criação, isto é, a existência do mundo físico revela Deus como Realidade Eterna, seu poder infinito, sua sabedoria insondável. Veja nos versículos a seguir: (Salmo 8.1,3: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,” - RA; Salmo 19.1,2: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.” - RA; Isaías 40.26: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.” - RA; Romanos 1.19.20: “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;” - RA).
A natureza humana – O homem feito à imagem e semelhança de Deus, reflete, em sua natureza moral e religiosa, o Criador. Veja nos versículos a seguir: (Gênesis 1.21,27: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” - RA; Atos 17.28: “ Porque, como alguém disse: “Nele vivemos, nos movemos e existimos.” E alguns dos poetas de vocês disseram: “Nós também somos filhos dEle.”” - NTLH; Romanos 1.32: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” - RA; Romanos 2.14,15: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,” - RA).
Continua no próximo post.
Dêem graças ao SENHOR, porque Ele é bom; o Seu amor dura para sempre!” (Salmo 118.29).
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!
publicado por homota às 12:33