Continuação do post anterior.
A autoridade da Bíblia encontra justificativa na sua inspiração. Inspiração das Escrituras é o “superintender de Deus sobre os autores humanos, para que, usando suas próprias personalidades, eles compusessem e registrassem sem erro a Sua revelação ao homem nas palavras dos manuscritos originais”. Podemos dizer também que inspiração da Bíblia é “a influencia sobrenatural do Espírito Santo sobre os autores das Escrituras, que converteu seus escritos em um registro preciso da revelação ou que faz com que seus escritos sejam realmente a Palavra de Deus”.

O conceito de inspiração implica numa direção efetiva do Espírito de Deus sobre os autores humanos, de tal modo que o que eles escreveram é exatamente aquilo que Deus disse na revelação original e diz para as gerações seguintes, e, portanto, é a Palavra de Deus atual. (veja em Provérbios 30.5,6: “Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.” - RA; em Mateus 15.4: “Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.” - RA; em Atos 29.25: “E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse:” - RA); e em Hebreus 3.7,8: “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto,” - RA.

Também há a participação dos autores humanos nos escritos: eles buscaram o entendimento da revelação dada, compuseram e registraram as verdades de Deus, sob a influência do Espírito Santo (Veja em Lucas 1.1-4: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.” - RA; e em 1 Coríntios 7.25,26: “Com respeito às virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém dou minha opinião, como tendo recebido do Senhor a misericórdia de ser fiel. Considero, por causa da angustiosa situação presente, ser bom para o homem permanecer assim como está.” - RA.

É necessário também distinguir inspiração de revelação. Revelação é Deus dando a conhecer as verdades até então ocultas, enquanto que inspiração diz respeito à comunicação ou registro dessas verdades reveladas. Portanto, a revelação tem sentido vertical (Deus se dirigindo ao homem), e a inspiração tem sentido horizontal (o homem se dirigindo ao homem), embora esse processo seja também dirigido pelo Espírito Santo. É possível haver uma coisa sem a outra. Alguém pode ter recebido uma revelação de Deus e não ter a inspiração para comunicar ou registrar essa verdade; como também é possível alguém ter recebido a inspiração sem ter tido revelação, tendo que buscar a verdade de Deus noutras fontes, e não de Deus diretamente. Parece que este é o caso de Lucas. Veja em Lucas 1.1-4.

Viva Jesus !
Deus lhe abençoe!
Continua no próximo post.
publicado por homota às 19:34